Mostrando postagens com marcador Inclusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inclusão. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de junho de 2011

O que você está ensinando para seu filho?

        Me pego pensando num aniversário que levei a Vic, tinha um  desses brinquedos tipo castelo com escorregador as crianças subiam e desciam.

Victória fazia o mesmo, na hora de ir embora chamei por ela tres vezes e ela fez de conta que não escutou, uma menina do meu lado me disse: "Ela é burra!", respondi: "Não, não é , apenas está me desobedecendo".

Com muito custo consegui tirar a Vic do brinquedo e no caminho para casa fui pensando nas palavras da menina, aparentava ter uns 5 anos e nessa idade as crianças tendem a imitar as atitudes dos familiares.

Algumas pessoas giram em torno do seu próprio umbigo e não conseguem ver a beleza da diversidade e além de tudo, ainda ensinam seus filhos apenas a passarem no vestibular e se considerarem melhores que os outros.
É óbvio que em algum momento da vida precisamos de algum tipo de ajuda, como esperam que esse futuro adulto os acolha?

Ensinam letras, não valores.

Sei que o mundo não é cor de rosa, que preconceito existe e sempre existiu, mas acredito que cada um de nós podemos dar nossa contribuição para que a diversidade seja cada vez mais apreciada, e que possamos conviver nas escolas, nos espaços públicos, enfim na sociedade aprendendo e ensinando, cada um de sua forma e a seu tempo.

Que nossos filhos sejam bons profissionais, mas que antes de tudo que sejam humanos e cultivem outros valores.

Ah, só um detalhe pessoas com deficiência, não precisam de caridade, como qualquer um de nós, querem apenas respeito.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Escola comum, os professores e a inclusão

Segundo a declaração universal dos direitos humanos no seu artigo I:
“ Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.São dotadas de razão e consciência  e devem agir em relação uma às outras com espirito de fratenidade.” ( UNESCO)

Partido do príncipio que todos somos iguais em direitos, coloco a escola comum como um direito a toda pessoa, seja ela deficiente ou não. Para atender esse artigo precisamos de uma escola de qualidade que possa atender a todas as crianças e não à apenas algumas consideradas “normais”.
Embora  a inclusão de pessoas com deficiência na escola comum seja um assunto novo, há muitos anos Vygostky já falava sobre  uma única pedagogia que deveria atender a todas as pessoas, ele disse que quando tivermos que separar a pedagogia para atender essa ou aquela classe de pessoas ela deixa de ser ciência para cair no lugar comum.
Entende-se que pessoas com deficiência intelectual sejam díficeis de ensinar, mas segunado autores como Maria  Tereza Egller Mantoan a deficiência  está na forma de ensinar que se abstem de entender a diversidade humana para se ater a alunos considerados como “ quadradinhos”. A capacitação dos professores surge como principal barreira para inclusão, mesmo que bem formados os profissionai de educação preferem se adaptar aos conceitos já formados por outros a ter que lutar para que tudo seja diferente.

“... do ponto de vista biológico não há erros, não há disfunções, não há menos-valia... em Biologia, não existe menos-valia. É no espaço das relações humanas onde a pessoa definida passa a ser limitada.” (H. MATURANA. O Sentido do Humano)



A não aceitação da diversidade humana por parte de formandos e formadores causa um impacto grande nas escolas. È comum vermos professores completamente apavorados ao receber uma criança com deficiência. Pensam que a saída está em encaminhamentos médicos, quando na verdade se procurarmos na pedagogia encontraremos as respostas para formas de ensinar.
Professores são profisisionais que precisam entender de educação e não de  medicina nem de psicologia, sua funçaõ é ensinar e não diagnosticar erros, consideram a quantidade de aprendizado de acordo com resultados de provas aplicadas de forma uniforme a todos os alunos e ao invés de dar ênfase  aos acertos estão sempre mostrando o erro.
Considerar que todos somos deficientes em algum aspecto da vida, torna a função educar um ato mais prazeroso e humano.
Se o aluno tem dificuldade em detrminada matéria isso não quer dizer que ele seja totalmente deficitário, sabemos que todos temos mais habilidade em uma ou outra atividade, isso  é inerente ao ser humano.
O professor deve se ater ao fato que sua tarefa é ensinar o aluno, e  como ele vai fazer isso? Conhecendo o aluno, sua vida, suas dificuldades e facilidades.
É sabido que os casos de sucesso na inclusão escolar estão muito aliados ao trabalho constante de famílias e professores que gastam o tempo procurando soluções e não colocando impecilhos para a inclusão aconteça.

“Se soubermos incorporar estas novas formas de pensar e de atuar, de sentir e de conviver, e abrimos nosso pensamento para esse futuro imediato, incorporando  novos valores, mudaremos não somente a sociedade –e, conseqüentemente, a escola. Nós mudaremos a nós mesmos”. ( Miguel Lopez Meleros- projeto Roma)
                         


A visão do professor deve estar muito além das barreiras que o aluno apresenta e muito mais além das barreiras atitudinais herdadas de geração em geração. Considerar o outro como um ser completo deve fazer parte da atitude de todo professor comprometido com sua profissão.

Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega no instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso, há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu."
                                                       ( Emilia Ferrero)

A complexidade da vida humana não pode ser descartada em nenhum aspecto da vida e isso inclui a pedagogia.
Há muito que se fazer, embora muitos já fazem em favor da inclusão, mostrar os casos bem sucedidos as experiências que deram certo e batalhar para que num futuro próximo, todas as escolas sejam de qualidade para TODOS os alunos.







sábado, 16 de outubro de 2010

Sou mãe sim, e dai?

Não é a primeira vez que questionam sobre o fato de defender a inclusão de pessoas com deficiência, a frase é a seguinte: Você diz isso por que sua filha tem deficiência, senão fosse assim você não estaria tão engajada. Isso sem falar naqueles que vão além, e dizem e que eu vivo de ilusão.

Ora, vou confessar aqui, antes de ter minha filha com síndrome de Down eu não me preocupava com essa causa, mas para ser mais sincera ainda,  eu não sabia das dificuldades que essas pessoas enfrentavam  e nem de como elas viviam á margem da sociedade.

Conheci poucas pessoas com deficiência na minha juventude, éramos muito pobres e a necessidade de sustento vinha antes de qualquer problema por deficiência.

Meus vizinhos e amigos tinham o mesmo nível sócio econômico que eu. Lembro que tínhamos um vizinho com uma síndrome rara e que não saia da cama. Íamos com minha mãe toda semana visitá-lo e ficavamos brincando com ele no quarto.

Sempre que recebíamos alguém com deficiência em nossa casa o tratamento era igual ao que dávamos as outras pessoas, por isso apenas o menino que ficava no berço  foi mais marcante. Era natural, eram pessoas como as outras.

Depois que tive minha filha comecei a perceber o quanto as pessoas discriminam seus semelhantes por terem deficiência. Quando falo de inclusão para pessoas com deficiência, falo no desejo de que todas as pessoas também se beneficiem das minhas palavras.

Acreditem ou não, essa é a verdade. Embora tenha dado satisfação, o que nem precisaria, porque sou uma cidadã e tenho direito a me manifestar sobre esse assunto ( e qualquer outro) , quero dizer que defendo a inclusão de TODAS as pessoas em TODOS os ambientes.

E se você acha que é demagogia, vou lhe dizer com toda clareza: Você é tão desinformado quanto eu era.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O pequeno indiozinho

Numa noite de lua cheia nasceu Apuana*, saiu de sua mãe e caiu nos braços do pajé da tribo.Silêncio geral na aldeia, todos esperavam pelo choro do menino, que não veio.

Fato estranho, desconfiaram que havia algo errado com a criança, pelos costumes dos índios, criança que não chora ao nascer, tem algum problema e deve ser sacrificada na hora. Mas antes mesmo de chamarem o cacique para executar a ação, o menino deu um berro, que ecoou por toda mata. Felicidade geral, festa e fogueira para comemorar mais um guerreiro.

Apuana cresceu junto aos seus, era um pouco mais lento que os outros indiozinhos, mas nada que chamasse muito a atenção.


Certo dia a prefeitura da cidade vizinha, mandou para a tribo, alguns profissionais de saúde para verificar e vacinar as crianças de lá. Apuana já contava com 12 anos, era forte e saúdavel, mas os profissionais ficaram intrigados com aquele menino,que apesar da aparência indígena, tinha algo de diferente, desconfiaram de síndrome de Down, fizeram os exames que comprovaram tal fato.


Após a visita dos agentes de saúde ficou decidido que Apuana deveria ir na instituição 03 vezes por semana, cabia a sua irmã mais velha ir de ônibus junto com ele.

Na instituição todos estranhavam os hábitos indígenas do menino, como por exemplo, comer com as mãos.
Apuana sentiu-se um peixe fora d'agua. Não via a hora de acabar com as terapias que lhe eram aplicadas.

Voltava para a aldeia exausto e ainda por cima tinha que aguentar a discriminação que os outros índios passaram a cometer contra ele.

Na aldeia, assim como na instituição passou a ser o "diferente".

Acostumado a pescar e caçar na mata, Apuana foi sendo preterido pelos outros índios e não mais desenvolvia suas atividades na tribo.

Meses depois desistiu de ir à instituição e decidiu viver somente na tribo. Foi aos poucos se restabelecendo como membro ativo naquele local.

Hoje Apuana já é um índio feito, vive feliz com sua família numa reserva em um canto qualquer do  estado do Paraná.




* Apuana em tupi significa: "aquele que corre"
                                                                                        

quarta-feira, 24 de março de 2010

Diferente dos nossos sonhos


Lamentávelmente  muitos pais tratam seus filhos com deficiência como incapazes.

Nem sempre os filhos são o que sonhamos (ainda bem, senão teríamos um monte de xerox por ai) eles tem suas próprias especificidades.

Mas é necessário que acreditemos neles para que eles se desenvolvam bem.


Pensando em minha filha que tem síndrome de down cheguei às seguintes conclusões:

Não quero minha filha trancafiada dentro de uma instituição 12 horas por dia  nem quero que a tratem como um bebê ou gente de 2ª categoria, na verdade ninguém deveria ser tratado assim.

Quero que ela vá para escola comum como minhas outras filhas, tenha sua vida independente da minha, porque pela lei da natureza eu irei antes dela.

Quero que ela saiba que todos somos iguais perante a lei, que tenha consciência de seus direitos e também dos seus deveres enquanto cidadã.

Quero que ela tenha opinião formada sobre diversos assuntos e seja respeitada nisso. Quero que ela tenha um trabalho que a sustente, para não precisar ficar na depêndencia de alguém.

Quero que  ela cresça  sabendo seus limites e respeitando os alheios.

Enfim, quero o melhor para ela, mas pricipalmente quero  que ela seja do jeitinho que ela é, sem tirar nem por, porque assim são todas as pessoas, ÚNICAS. Na verdade o que desejo para ela não é diferente do que desejo para minhas outras filhas.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Educação especial no Paraná- meu protesto





Deu no jornal de hoje (Folha de Londrina Edição de 08/03/2010 pag 5): Paraná rompe com o MEC e cria seu próprio sistema de educação especial, para oficializar instituições já existentes e criar novas mantidas pelo estado.


Segundo a sra Angelina Mastikei( representante da secretaria de educação do Paraná) é impossível que pessoas com diferenças entre si estejam juntos no mesmo ambiente. Ora, partindo desse pressuposto é óbvio que teremos uma escola para cada cidadão já que somos todos diferentes uns dos outros.

Segundo essa senhora: "Não queremos as escolas especiais sofrendo a angustia de se verem excluídas do processo porque ficaram à margem da legislação".
Quem deve estar comemorando são os professores de educação especial e os responsáveis pelas instituições, afinal terão seus empregos garantidos.

Fiquei muito espantada com tal decisão, uma vez que nosso estado ao invés de progredir, volta no tempo e tenta manter um sistema que nunca deu certo. Mais uma vez as pessoas com deficiência ficarão à margem da sociedade e totalmente excluídas da escola que deveria ser para TODOS.

Como de costume já enviei um email pro referido jornal.Dizem que uma andorinha só não faz verão, mas pretendo ser uma andorinha bem incômoda.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A inclusão e a formação de professores

Com o avanço da inclusão de pessoas com deficiência na escola comum, cada vez mais tem se falado sobre a formação de professores.

A maioria das escolas dizem que não tem professores aptos para atender tais crianças, que precisam de alguém com formação em educação especial. Do meu ponto de vista o que precisamos não é de professores com formação específica e sim de professores com formação básica bem feita.

Antes da inclusão ninguém falava sobre formação de professores, na verdade nossas crianças estavam jogadas ao léu sem que ninguém questionasse.

Não que não devemos cobrar a formação dos professores, claro que sim, mas há de se convir que exigir formação em educação especial é o mesmo que dizer que nossos filhos com deficiência pertencem a uma outra categoria de pessoas.

Pessoas com deficiência são como as outras, tem seu tempo e forma de aprendizado distintos, aprendem pela motivação e pelas boas práticas dos professores.

Para que alguém aprenda é necessário antes de tudo um professor realmente interessado em ensinar, em observar como cada criança aprende e em mudar atitudes que há muito estão enraigadas na profissão, como por exemplo, a falta de crença que pessoas com deficiência são capazes de aprender.

Não vejo necessidade de um professor com formação em educação especial para ensinar minha filha, e sim em um professor compromissado com a educação e aberto a novas formas de aprender e ensinar.

Não quero de forma alguma desvalorizar os professores de educação especial, mas acho que nesse momento de mudança de paradigmas eles deveriam trilhar pelo caminho de que toda educação é especial e de que toda criança com deficiência ou não, merece uma educação de qualidade.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Para quê mesmo servem algumas das instituições para pessoas com deficiência?



Me pego pensando sobre o papel das instituições para pessoas com deficiência, e depois de algum tempo observando a atuação de algumas delas apresento meu raciocínio:






Pensando do ponto de vista familiar, elas parecem ser um alento para os pais totalmente despreparados ao receber um filho com deficiência, mas não demoro muito e chego a conclusão que nenhum ser humano está de fato preparado para educar outro ser humano com ou sem deficiência, dessa forma vamos aprendendo com o tempo.








Pensei também que serviam para incluir as pessoas com deficiência nas escolas, mas mais rápido ainda percebi que de fato elas excluem ao ditar procedimentos especiais aos professores dos "seres especiais" que frequentam as outras instituições de ensino.






Para alguma coisa devem servir, continuei tentando...





Servem para atender as pessoas deficientes de baixa renda per capita porque não cobram . Me enganei mais uma vez, já que saúde e educação é dever do estado e não obrigação dessa ou daquela instituição, e se tivermos que brigar por isso que seja da forma legal, cobrando a quem de direito, além do mais a maioria dessas instituições vive pedindo uma contribuição à família, à sociedade, etc.




A já sei ... existem para amparar os coitadinhos dos deficientes e colocá-los entre seus ditos "iguais",mas isso não tem serventia nenhuma já que ninguém é igual a ninguém, exceto nos direitos e deveres....




Por fim, já cansada, retorno ao ponto de partida: Para quê mesmo servem algumas das instituições para pessoas com deficiência?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Uma experiência interessante






Todos os anos antes do fim do ano letivo, faço uma pesquisa de preços nas escolas para ter parâmetros de negociação de mensalidade no colégio das minhas filhas. Ligo em algumas escolas e peço um orçamento das respectivas séries que elas irão cursar.

Nunca havia mencionado o fato da mais nova ter síndrome de Down, porque acho que a escola deva estar aberta a todos sem distinção.


Mas esse ano resolvi mudar, além de falar as séries eu também falava sobre síndrome de Down, e advinhem?

Nenhuma escola se arriscou a dar o preço sem antes conhecer minha filha. As conversas eram sempre amistosas até eu mencionar o fato, daí eles transferiam para coordenadora, supervisora e até diretora, ninguém queria se responsabilizar por informações a esse respeito.

Achei de uma covardia e falta de bom senso tremenda. Um desrespeito sem tamanho ao direito de educação de minha filha.
Ora, ela é uma criança, e a lei diz que ela tem direito a educação. Será que ninguém conhece essa lei?

Porque para outra que não tem síndrome as portas estão abertas e para mais nova tem todo um trâmite ?

Eu não sou ingênua, eu sei que eles acham que criança com deficiência dá mais trabalho, que eles terão que ficar em cima o tempo todo, que elas não aprendem e blá, blá, blá....

Mas eu acho mesmo é que falta competência por parte dessas escolas, e acredito que os tais problemas de aprendizado que eles alegam nas crianças , não passam apenas de um problema de "ensinagem" por parte dos educadores. E tenho dito.

Quanto às minhas filhas, elas permanecerão no mesmo colégio. Eu só queria mesmo era  saber o preço...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

*Resposta à Folha de Londrina- Sobre a entrevista com Sr José Turozi

Com muito pesar e sem nenhuma surpresa, li hoje na Folha de Londrina as declarações do Sr José Turozi presidente da federação das APAES no Paraná, sobre a nova política do MEC com relação à inclusão de pessoas com deficiência na escola comum.( Parecer nº 13/2009 do conselho Nacional de educação (CNE)



Gostaria de lembrar que segudo o parecer as APAES não serão fechadas, como muitos vem pregando e que somente a parte pedagógica deixará de ser feita por elas. Antes que os pais se desesperem é bom saber que a parte terapêutica ( Fisio, fono e To etc) continuarão sendo feitas nessas entidades.



Sobre a inclusão nas escolas comuns, já é provado que os alunos só ganham com isso, uma vez que a diversidade humana pode ser fonte de grande aprendizado.



Sobre os professores estarem preparados ou não, é sabido que enquanto essas pessoas com deficiência estiverem longe do convivío social, os professores nunca estarão preparados. O que prepara alguém para ensinar além do conhecimento que se adquire na faculdade é o conhecimento de seu educando.



Dizer que inclusão abrupta é irresponsabilidade do MEC não faz sentido, uma vez que só existe uma forma de incluir que e é INCLUINDO.



Chamar pessoas com deficiência intelectual de doentes mentais, não é de bom tom para um presidente de uma entidade que diz ter respeito pelos seus alunos.



Como pedagoga e mãe de uma criança com deficiência intelectual totalmente inclusa na escola comum, deixo aqui meu protesto e o meu repúdio a essas declarações.





* A entrevista com esse sr. está na Folha de Londrina edição de 08/10/09.pag 3.ou acesse: www.folhadelondrina.com.br



*Texto enviado à folha de Londrina.Para enviar seu protesto : opiniao@folhadelondrina.com.br,com nome completo, endereço e rg.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ser especial é ser







Era uma vez uma menininha especial que morava numa casinha especial. A menininha especial tinha uma família especial que dirigia um carro especial.

A menininha especial usava roupa especial e comia refeições especiais. Seus sapatos eram especiais, bem como especiais também eram seus brinquedos.A menina especial freqüentava uma escola especial.Pareciam contentes até o dia, em que a menininha especial foi conhecer outra escola.

A menininha especial foi levada pela sua mãe especial, num dia especial para a escola comum.Lá eram todos comuns e por isso mesmo, muito especiais. A menina descobriu que era especial porque era ela mesma e não porque tinha deficiência.


Aqui acaba a historinha da menininha especial que descobriu quer ser especial é ser, independente de qualquer deficiência que se possa ter.


E viveu especialmente feliz na escola comum.

sábado, 19 de setembro de 2009

Como será que vou me" virar" com ele na turma?- O que o professor precisa saber sobre inclusão




A lei nº.9.394, de 30 de dezembro de 1996, capitulo V, Lei de diretrizes e bases da educação, assegura às pessoas com deficiência o direito de frequentar o ensino regular, mas os educadores ainda tem receio de trabalhar com eles, o que vemos é que muitas vezes esse medo é infundado, uma vez que cada criança é capaz de superar suas limitações sozinhas.

Após uma reflexão concluímos que todos somos diferentes, não existe um ser humano exatamente igual ao outro, portanto ninguém aprende exatamente igual a ninguém, todos temos um tempo distinto de aprendizado.

Vale um novo olhar sobre as pessoas com deficiência, conhecê-los e admirá-los pelo que eles são,e não pelo que gostaríamos que eles fossem.Partindo desse conhecimento cada educador poderia trabalhar melhor com as qualidades de cada um, e obter um resultado melhor em seu trabalho.

Infelizmente em nosso país a inclusão ainda engatinha, faltam dados importantes, bem como estrutura física e a "famosa" capacitação de professores, mas na verdade e muitos professores ainda preferem “passar a vez” quando se trata de criança com deficiência.A cultura do preconceito parece estar enraigada na nossa sociedade, queremos um aluno perfeito, que aprenda fácil(aquele que não existe), e que não nos leve a ser questionados pela nossa falta de competência.

“A experiência de pensar a prática e a realidade em que ela se dá como objeto de nossa reflexão critica, termina por nos revelar obviedades que porém não suspeitávamos, pensar á prática é, por isso o melhor caminho para pensar certo” (FREIRE, 1985).

Muito mais que capacitação o que falta em muitos casos é a falta de boa vontade em romper com alguns preconceitos, por outro lado sobra preguiça em pensar e sair do que está pré estabelecido para nos aventurarmos pelas especificidades de cada criança.

Transformar o outro em coisa inferior, para se colocar numa essência superior, é negar simultâneamente a sua liberdade e a própria. Enquanto o olhar de alguém objetiva o outro em coisa essencialmente inferior, o outro, por sua vez, olha e constitui esse alguém num carrasco e ele terá vergonha desse seu olhar.(SARTRE,1938)


Se o professor tratar o aluno com deficiência como um problema, com toda certeza ele assim o será, mas se o professor tratá-lo como alguém capaz de aprender , ficará admirado com os resultados que conseguirá, afinal como todo ser humano, a motivação sempre será a senha para grandes feitos.

É pensando e conhecendo cada educando, investindo na variação de conteúdos, utilizando metodologias flexíveis, avaliando de forma continuada e permanente, dando importância na qualidade do conhecimento obtido e não na quantidade, utilizando de criatividade, promovendo em todos um espírito de cooperação e solidariedade, que o professor vai alcançar sucesso na sua missão de educar para vida, fazendo com que a escola seja de fato, para TODOS.