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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Escola comum, os professores e a inclusão

Segundo a declaração universal dos direitos humanos no seu artigo I:
“ Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.São dotadas de razão e consciência  e devem agir em relação uma às outras com espirito de fratenidade.” ( UNESCO)

Partido do príncipio que todos somos iguais em direitos, coloco a escola comum como um direito a toda pessoa, seja ela deficiente ou não. Para atender esse artigo precisamos de uma escola de qualidade que possa atender a todas as crianças e não à apenas algumas consideradas “normais”.
Embora  a inclusão de pessoas com deficiência na escola comum seja um assunto novo, há muitos anos Vygostky já falava sobre  uma única pedagogia que deveria atender a todas as pessoas, ele disse que quando tivermos que separar a pedagogia para atender essa ou aquela classe de pessoas ela deixa de ser ciência para cair no lugar comum.
Entende-se que pessoas com deficiência intelectual sejam díficeis de ensinar, mas segunado autores como Maria  Tereza Egller Mantoan a deficiência  está na forma de ensinar que se abstem de entender a diversidade humana para se ater a alunos considerados como “ quadradinhos”. A capacitação dos professores surge como principal barreira para inclusão, mesmo que bem formados os profissionai de educação preferem se adaptar aos conceitos já formados por outros a ter que lutar para que tudo seja diferente.

“... do ponto de vista biológico não há erros, não há disfunções, não há menos-valia... em Biologia, não existe menos-valia. É no espaço das relações humanas onde a pessoa definida passa a ser limitada.” (H. MATURANA. O Sentido do Humano)



A não aceitação da diversidade humana por parte de formandos e formadores causa um impacto grande nas escolas. È comum vermos professores completamente apavorados ao receber uma criança com deficiência. Pensam que a saída está em encaminhamentos médicos, quando na verdade se procurarmos na pedagogia encontraremos as respostas para formas de ensinar.
Professores são profisisionais que precisam entender de educação e não de  medicina nem de psicologia, sua funçaõ é ensinar e não diagnosticar erros, consideram a quantidade de aprendizado de acordo com resultados de provas aplicadas de forma uniforme a todos os alunos e ao invés de dar ênfase  aos acertos estão sempre mostrando o erro.
Considerar que todos somos deficientes em algum aspecto da vida, torna a função educar um ato mais prazeroso e humano.
Se o aluno tem dificuldade em detrminada matéria isso não quer dizer que ele seja totalmente deficitário, sabemos que todos temos mais habilidade em uma ou outra atividade, isso  é inerente ao ser humano.
O professor deve se ater ao fato que sua tarefa é ensinar o aluno, e  como ele vai fazer isso? Conhecendo o aluno, sua vida, suas dificuldades e facilidades.
É sabido que os casos de sucesso na inclusão escolar estão muito aliados ao trabalho constante de famílias e professores que gastam o tempo procurando soluções e não colocando impecilhos para a inclusão aconteça.

“Se soubermos incorporar estas novas formas de pensar e de atuar, de sentir e de conviver, e abrimos nosso pensamento para esse futuro imediato, incorporando  novos valores, mudaremos não somente a sociedade –e, conseqüentemente, a escola. Nós mudaremos a nós mesmos”. ( Miguel Lopez Meleros- projeto Roma)
                         


A visão do professor deve estar muito além das barreiras que o aluno apresenta e muito mais além das barreiras atitudinais herdadas de geração em geração. Considerar o outro como um ser completo deve fazer parte da atitude de todo professor comprometido com sua profissão.

Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega no instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso, há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu."
                                                       ( Emilia Ferrero)

A complexidade da vida humana não pode ser descartada em nenhum aspecto da vida e isso inclui a pedagogia.
Há muito que se fazer, embora muitos já fazem em favor da inclusão, mostrar os casos bem sucedidos as experiências que deram certo e batalhar para que num futuro próximo, todas as escolas sejam de qualidade para TODOS os alunos.







quinta-feira, 1 de julho de 2010

O ensino da música na educação infantil

A vida é cheia de sons, por todo canto estamos ouvindo algo, seja rádio, conversas, barulhos de carro, de animais, enfim, uma gama de sons que nos remetem e nos fazem reconhecer vários tipos de situações. Com exceção de alguns que tem algum tipo de deficiência auditiva, os sons nos enchem de informações importantes e emoções, sejam positivas ou negativas.

Trabalhar música na educação infantil é de suma importância para o desenvolvimento cognitivo das crianças, é através da música que ela passa a conhecer e reconhecer seus sentimentos, a música faz com que a criança fique mais tranquila, seja sociável, aprenda regras e condutas. A música quando inserida no contexto da sala de aula é mais uma ferramenta que o professor pode usar para estimular o aprendizado.

Usar instrumentos sonoros pode favorecer a criatividade da criança, não necessariamente precisaremos de intrumentos tradicionais, mas podemos usar sucatas, tampas de panela, e toda sorte de materiais que quando manipulados emitem sons. Deixar que a criança construa seu próprio instrumento pode ser prazeroso e surpreendente, elas poderão nos mostrar uma faceta que ainda não conhecemos e que só é capaz de ser alcançada pelo prazer de fazer e tocar seu próprio instrumento.

Temos diversos autores atuais de música infantil, a maioria das mùsicas reflete a realidade da criança de forma lúdica e prazerosa, mas não podemos nos esquecer das cantigas de rodas, das brincadeiras que se faziam junto com a música que foram passadas de geração a geração e fizeram a alegria de muitas crianças, quem não lembra de Terezinha de Jesus?, hoje considerada ultrapassada nem se ouve mais nas escolas, mas se você perguntar para gerações anteriores, muitos se lembrarão com saudades e um gostinho de infância como se aquilo tivesse acontecido hoje, muitas músicas além dos sons, nos fazem lembrar de pessoas queridas, de cheiros agradáveis e desagradaveis, de muitas sensações que havíamos esquecido com o tempo e aquela determinada música tem a mágica de reviver tudo isso em nossa memória.

O professor de educação infantil deve conhecer seus alunos verificar as necessidades e trabalhar no sentido de supri-las através do conteúdo a ser aplicado. As crianças devem ser estimuladas a fazer e a saber música, dentro da sua capacidade intelectual e cognitiva, como no ensino das artes o ensino da música não pode ser composto de muitas regras, mas sim de estimulo à criatividade .

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A educação de jovens e adultos

Em nosso meio existem muitos jovens e adultos que de alguma forma foram privados da escola em algum momento da vida, seja por problemas financeiros, culturais ou até mesmo de deficiência.

Pensando a educação como prática da liberdade, esse contexto nos leva a crer que ainda existem muitas pessoas escravas do sistemas porque são analfabetos ou subletrados.

A EJA ( educação de jovens e adultos) surge como um alento nas classes menos favorecidas, ela se torna um veículo pelo qual eles se tornam equipados para reapropriar-se de sua história, de sua cultura e de suas diversidades linguística.

A alfabetização é a aquisição da lingagem escrita, por um processo de construção do conhecimento, que se dá num contexto discursivo de interlocução e interação, através do desvelamento crítico da realidade, como uma das condições necessárias ao exercicio da plena cidadania. (Paulo Freire)


Para isso é necessário um professor atento a realidade de seu aluno, que instiga e desperta o interesse de aprender. O uso de cartilhas e apostilas para essa modalidade de educação é totalmente desfavorável, uma vez que esses alunos já tem uma história de vida e isso supre de forma abrangente a busca pelo conhecimento.

Para esse público as aulas devem ser dinâmicas, já que na maioria dos casos as pessoas que estão ali tem outras atividades já formalizadas em sua vida, e algumas já chegam completamente cansadas na sala de aula.

O professor deve propriciar a interação com o aluno auxiliando-o a desenvolver toda suas potencialidades.Criar um ambiente agradável é muito importante , as emoções em muito colaboram para um para um bom aprendizado.


O aluno não pode ser moldado ou obrigado a aprender, mas aprenderá aquilo que for atrativo aos seus olhos. Importante que o professor seja sensível quanto a cultura e aos desejos dos seus alunos.

Mais importante ainda, que esse professor além de mediador do conhecimento, seja um sujeito que eduque para a autonomia e liberdade com responsabilidade.Não educando seres que se adaptem à sociedade, mas que acima de tudo eduque para que de forma benéfica e criativa eles possam fazer diferença nela.

terça-feira, 30 de março de 2010

Educação de qualidade e currículo

Nesses últimos anos muito tem se falado sobre uma escola de qualidade para todos, mas o discurso termina aí, poucas ações realmente efetivas tem sido apresentadas e colocadas em prática. Aumentamos em muito a quantidade de escolas e alunos dentro delas, mas a qualidade tem sido posta de lado. A falta de material de todo tipo, salas numerosas, professores sem formação, não combinam a lei e o discurso preciosamente elaborados pelos politícos.

Mas se estamos falando de ensino de qualidade, precisamos antes entender o que realmente é um ensino público de qualidade.

A educação é a apropriação do saber históricamente produzido, é também á prática social que leva a compreensão da cultura e história do homem, para que não se tenha que reiventar tudo novamente. Então deduz se que a educação de qualidade é aquela que forma um cidadão conhecedor de sua cultura, das ciências universais, que consiga aplicar em sua vida o saber adquirido, que saiba pensar por si próprio e seja capaz de interferir em toda a sociedade com seu carater e seus atos.


Para que se chegue a esse conceito é importante que a escola tenha um currículo bem aprimorado que leve em conta as diferenças de cada aluno, e que seja feito , entendido e conhecido por todos da equipe pedagógica.

É o currículo o mediador entre a sociedade e a escola, é ele quem diz como, quando e o que ensinar, portanto sua elaboração deve ser das mais minunciosas. O currículo tem efeito real na formação do educando.È através do curriculo que podemos avaliar qual será o resultado apresentado pelo aluno.Não pode haver boa aula, se não houve aprendizado por parte do educando, portanto nesse caso o currículo deve ser questionado, até que se chegue ao objetivo final que é o real aprendizado do aluno.

Pensando de uma forma histórica o currículo escolar no Brasil foi crescendo e se aprimorando com o tempo, hoje temos um modelo, o currículo Reconstrucionista Social que deveria agir para livrar a escola de seu mal desempenho. Ele entende o homem como fazedor da sua realidade, a partir do momento que ele entende sua ligação com o mundo e com os outros seres humanos, considera o ensino uma atividade crítica em que o educando muito mais do que mero espectador é fazedor da sua própria história. Mas parece que ainda estamos longe disso.

Portanto, como vimos, é possível sim fazer uma escola de qualidade, basta ter em mente que escola é local de formação para a vida, da mesma maneira que devemos ensinar nossos alunos a pensarem , a entenderem ,a questionarem e tomarem decisões corretas, devemos nós também pararmos com discursos repetitivos de desânimo e auto piedade, e entender que o papel do professor é importante, temos uma arma poderosa em nossas mãos, e dezenas de vidas que através de nós podem fazer a sociedade mais justa no futuro.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Saúde também se aprende na escola

Saúde, escola e cidadania estão intimamente ligados partindo do pressuposto que o estado responsável pelos serviços básicos nessas áreas e pelo bom uso dos impostos recolhidos.

O estado finge que não vê que as grandes epidemias são causadas pela falta de atenção dele nessas áreas e organiza grandes campanhas depois que elas já se instalaram, colocando assim toda a responsabilidade na população mais carente da sociedade.

Sabemos que nosso serviço básico de saúde não tem sido suficiente para atender de forma digna todas as pessoas. Dessa forma, algumas crianças nos chegam privadas do seu bem mais precioso que é a saúde, e que apresentam dificuldades de aprendizado por doenças corriqueiras como diarréia, desnutrição, gripe, pneumonia e toda sorte de epidemias geradas pela falta de saneamento, profilaxia e serviços médicos adequados.


Neste sentido, os Parâmetros Curriculares Nacionais chamam atenção para que:


"os conteúdos do tema não serão suficientemente contemplados se ficarem
restritos ao interior de única área. Concepções sobre saúde ou sobre o que é
saudável, valorização de hábitos e estilos de vida, atitudes perante as diferentes
questões relativas à saúde perpassam todas as áreas de estudo escolar, desde os
textos literários, informativos, jornalísticos até os científicos. Por outro lado, para se
construir a visão ampla de saúde aqui proposta, é necessário ter acesso a
informações de diversos campos, como por exemplo, as mudanças históricas e as
diferenças geográficas e socioculturais que interferem nas questões da saúde".

(Parâmetros curriculares, vol.9:98).


Cabe ao educador uma observação especial à saúde integral da criança, sempre partindo do conceito que saúde não é ausência de doença como se estabelecia há alguns anos atrás, mas sim a condição mental, social e física de articular a vida em todos os seus aspectos, a orientação e reforço sobre hábitos de vida saudáveis e principalmente o exercício de estimular para que elas entendam que saúde é um direito delas e que não pode ser facultativo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A inclusão e a formação de professores

Com o avanço da inclusão de pessoas com deficiência na escola comum, cada vez mais tem se falado sobre a formação de professores.

A maioria das escolas dizem que não tem professores aptos para atender tais crianças, que precisam de alguém com formação em educação especial. Do meu ponto de vista o que precisamos não é de professores com formação específica e sim de professores com formação básica bem feita.

Antes da inclusão ninguém falava sobre formação de professores, na verdade nossas crianças estavam jogadas ao léu sem que ninguém questionasse.

Não que não devemos cobrar a formação dos professores, claro que sim, mas há de se convir que exigir formação em educação especial é o mesmo que dizer que nossos filhos com deficiência pertencem a uma outra categoria de pessoas.

Pessoas com deficiência são como as outras, tem seu tempo e forma de aprendizado distintos, aprendem pela motivação e pelas boas práticas dos professores.

Para que alguém aprenda é necessário antes de tudo um professor realmente interessado em ensinar, em observar como cada criança aprende e em mudar atitudes que há muito estão enraigadas na profissão, como por exemplo, a falta de crença que pessoas com deficiência são capazes de aprender.

Não vejo necessidade de um professor com formação em educação especial para ensinar minha filha, e sim em um professor compromissado com a educação e aberto a novas formas de aprender e ensinar.

Não quero de forma alguma desvalorizar os professores de educação especial, mas acho que nesse momento de mudança de paradigmas eles deveriam trilhar pelo caminho de que toda educação é especial e de que toda criança com deficiência ou não, merece uma educação de qualidade.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A alfabetização científica nas séries iniciais do ensino fundamental- Resenha

No começo do artigo o autor mostra as definições e a importância da alfabetização e do letramento. Baseado na obra de Soares(1985) ele expõe que a alfabetização é um processo permanente com fontes inesgotáveis de conhecimento, diz também que a alfabetização é muito mais que ler e escrever.

Fala que esse conceito de alfabetização que se sobrepõe ao apenas ler e escrever é que vai pontuar o ensino de ciências nas séries iniciais do ensino fundamental.

Baseado em outros autores diz que a alfabetização cientifica é o mesmo que letramento, uma vez que letramento é o fato das pessoas utilizarem a leitura de forma prática no seu contexto social e que o letramento transcende a alfabetização.

A partir dessa compreensão ele propõe uma abordagem sistemática de um amplo leque de atividades, articulado com o sistema escolar.

Sugere que a ciência seja inserida em todo contexto escolar, na literatura, na música, no teatro e nos vídeos educativos, etc.

A organização dessas atividades deve ser feita através de um planejamento que contemple a abordagem de conteúdos científicos a partir de conceitos primitivos e alguns conceitos unificadores.

Embora considere que ciências é um campo muito vasto, admite que muito pode ser feito dentro da sala de aula.

Considera que o uso de livros de literatura com mensagens científicas seja gratificante e válido.

Considera também que alunos que já iniciaram a dominar a escrita leiam sobre ciências, porque a leitura ajuda no desenvolvimento cognitivo dos alunos.

Fala sobre a revista Ciência Hoje das Crianças como uma proposta de iniciação cientifica para os educandos. Destaca a importância de leituras de jornais textos e artigos que falem sobre ciências.

Discorre sobre o teatro na escola como forma de desenvolver a memorização a oralidade e ampliação da cultura.

Deixa também dicas de ambientes que aguçam a curiosidade dos educandos como museus de ciência e tecnologia, saídas de campo, locais onde os alunos interagem e aprendem com a realidade.

Deixa como lembrete maior que as aulas práticas consideradas como experimentais podem se constituir em atividades significativas, à medida que promovem compreensão e ampliação do conhecimento em estudo.


A obra traz uma visão de sobre como ensinar ciências no ensino fundamental. O autor fornece dados e formas práticas de como fazê-lo. Mostra que ensinar ciências pode se tornar algo muito prazeirosos para educadores e educandos. Não apresenta fórmulas mágicas, mas mostra como o professor pode se aproveitar da realidade de cada lugar.



LORENZETTTI, L. DELIZOICOV, D. Alfabetização cientifica nos contexto das séries iniciais Ensaio: pesquisa em educação em ciências-Vol 3, n1.Junho 2001.Disponível em : HTTP://www.fae.ufmg.br/ensaio/v3_n1/Leonir.PDF

Leonir Lorenzetti
Possui graduação em Ciências Habilitação Em Biologia pela Universidade do Contestado (1989), especialização em Metodologia e Avaliação de Ensino pela Universidade do Contestado (1995), especialização em Biologia pela Universidade do Contestado (1990), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000) e doutorado em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2008). Atualmente é professor titular da Universidade do Contestado e Coordenador Pedagógico Regional da GRÁFICA E EDITORA POSIGRAF. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino-Aprendizagem.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A postura do professor diante do erro do aluno


O erro faz parte da condição humana, acertar também, mas poucas pessoas acertam sem errar antes.

Num processo real de aprendizado o erro é inerente a todas as pessoas, mas a percepção dele, não. Quando se percebe o erro do aluno o professor deve investigar qual era o objetivo dele quando realizou a atividade, que caminhos ele usou para alcançá-lo, e fazê-lo pensar como atingir seu intento.

Dar respostas prontas, querer que ele atinja o objetivo conforme o professor vê as coisas, restringe o aluno à um mero observador do fato e não a um sujeito atuante nele.

"Nós geralmente descobrimos o que fazer percebendo aquilo que não devemos fazer. E provavelmente aquele que nunca cometeu um erro nunca fez uma descoberta." (Samuel Smiles)

A avaliação do aluno não deve ser feita apenas sobre os acertos dele, seria simplista dizer que apenas os acertos interessam, mas não é bem assim, as experiências que houveram antes dele refletem muito mais como o aluno é, e o que ele é capaz de realizar.

Entender como nosso aluno pensa, instigar sua curiosidade através de atividades diversificadas, aceitar respostas diferentes das nossas dentro do conceito do próprio aluno, faz com que eles se tornem autônomos,confiantes, passíveis de erros, sim, mas também seres humanos capazes de acertar através de suas tentativas e capacidade de raciocinar.

Talvez o único erro dentro da sala de aula seja o autoritarismo do professor em querer mostrar apenas seu ponto de vista e querer que o educando aprenda apenas através da sua ótica.

Muito mais que considerar os erros, o professor deve estar atento à utilidade dele dentro do processo ensino-aprendizagem, saber que o resultado do trabalho do aluno, pode ser um erro dentro do seu ponto de vista, mas um acerto dentro da realidade que esse aluno está inserido.

"Erros, são no final das contas, fundamentos da verdade."
(Carl Gustav Jung)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Temas transversais- Meio ambiente



1- RESUMO: PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

O volume l dos parâmetros curriculares nacionais, através de um breve histórico dispõe sobre a mudança da lei nº. 5692 de 1971, dizendo entre outras coisas que esse documento foi formulado após 1990, quando o Brasil participou da Conferência Mundial de educação para Todos em Jomtien na Tailândia, que resultou dentro de uma visão universal, em posições consensuais na luta pelo atendimento das necessidades básicas de aprendizagem para todos.

Mostra que o processo de elaboração dos PCNS foi feito através de análise de pesquisas realizadas pela fundação Carlos Chagas e sobre currículos oficiais e do contato com informações relativas à experiência de outros países.

Fala ainda que sua função além da universalização da educação está em fazer com que jovens e crianças mesmo em locais e condições desfavoráveis tenham acesso à um conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários para o exercício da cidadania e apresenta a escola como o local onde isso deve acontecer.

Dispoem ainda sobre a organização do conhecimento escolar, a saber: ciências naturais, português, matemática, geografia, história, língua mãe (para povos indígenas e imigrantes) e os temas transversais: ética, saúde, meio ambiente, pluralidade cultural e orientação sexual.

Nas considerações finais fala que o sucesso escolar e o aprendizado do aluno não dependem de ações individuais, e, sim de um conjunto de ações e pessoas mobilizadas para uma educação de qualidade.



2- PROJETO INTERDISCIPLINAR- PARA ALUNOS DAS SÉRIES INICIAIS.


2.1 TEMA- Meio ambiente


2.2 TÍTULO- Separando o lixo


2.3 JUSTIFICATIVA- As crianças precisam aprender a separar o lixo e entender que seu habitat e as futuras gerações precisaram dele limpo.


2.4 OBJETIVOS – A conscientização que podemos fazer algo pelo bem estar de todos.


2.5 REFERENCIAL TEÓRICO-

“Transformar a escola para colocá-la a serviço da transformação social, não basta alterar os conteúdos nela ensinados. È preciso mudar o jeito da escola, suas práticas e sua estrutura de organização e funcionamento, tornando-a coerente com novos objetivos de formação de cidadãos, capazes de participar ativamente do processo de construção da nova sociedade.” Pistrak (2000,p.8)


2.6. METODOLOGIA-
Será usado o próprio lixo da escola todos os dias, inclusive o da cantina, para que as crianças aprendam que o lixo orgânico também pode ser reutilizado em forma de compostagem, ao final todo adubo produzido irá para a horta da escola, e o material reciclável doado à entidades assistenciais, para venda.

2.7 CRONOGRAMA- 4 semanas, assim divididas:

1ª semana- Mostrar aos alunos através de slides os prejuízos que o meio ambiente tem sofrido por conta do excesso de lixo. Recolhimento e separação do lixo todos os dias, lixo orgânico para compostagem e reciclável em um depósito.

2ª semana- Ainda com recolhimento, mas já remanejando a compostagem para que o adubo se forme

3ª semana- Ainda continua o recolhimento, mas será solicitado às crianças que também tragam parte do lixo de casa, já devidamente separado.

4ª semana- aula na horta, será aplicado o adubo nas plantas existentes e plantadas outras devidamente adubadas, o material reciclado será entregue pelas crianças à entidade escolhida.

2.8 RECURSOS-
Serão utilizados lixo, caixas de papelão, caixas de madeiras, luvas para manuseio do adubo, transporte para as crianças entregarem os recicláveis.

2.9 AVALIAÇÃO-
A avaliação será pelo comprometimento que cada aluno apresentar durante o processo, será avaliado sua postura diante dos problemas ambientais apresentados pelo excesso de lixo, sua capacidade de relacionar o problema à solução.




REFERÊNCIAS
Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997.

STEINLE, Marlizette Cristina Bonafini et al. Instrumentação do Trabalho Pedagógico nos anos iniciais do Ensino Fundamental/ Marlizette Cristina Bonafini Steinle:Sandra Regina dos Reis Rampazzo; Edilaine Vagula. Londrina: Editora Unopar. 2008 p.45 - 82.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O ensino de natureza e sociedade na educação infantil



Meio ambiente é um lugar determinado e/ou percebido onde estão as relações dinâmicas e em constante interação dos aspectos naturais e sociais.Essas relações acarretam processos de criação cultural e tecnólogica, e processos históricos e políticos de transformação da natureza e sociedade.(REIGOTA,1994).

Desde que o homem nasce ele está inserido no meio ambiente, nada mais justo que este tema seja aplicado na educação infantil, afinal o meio que se vive e a natureza estão a todo momento sofrendo transformações por conta dos hábitos e atitudes humanas. Neste momento mundial de preocupação com as gerações futuras cabe ao professor a tarefa de ensinar seus alunos que a natureza é imprencindivel para sua sob revivência no planeta, a escassez de água e alimentos em alguns pontos do mundo mostra claramente, que muito mais que um fenômeno natural é o resultado das ações impensadas dos homens que durante muitos anos não se preocuparam com ela.


A falta de bom senso na distribuição do que se tem, o capitalismo nu e cru pregado pelos governantes, a não preservação dos rios e lagos, o desperdício de energia elétrica e muitos outros fatores influenciaram para que essa situação chegasse aos limites do tolerável. Mas ainda há tempo para alertamos nossos alunos , muito mais que falar temos que pensar em situações práticas para que eles apliquem no seu dia a dia, pensar e aplicar projetos sobre desperdicio, ensiná-los a dividir o lanche com o amiguinho, tomar banho rápido, separar o lixo, tudo isso usando muito do lúdico e fazendo com eles utilizem o imaginário para por em prática tudo que aprenderam.

Muito mais que ensinar o professor deve ter um profundo respeito pelo aluno, seja ele quem for, deve sempre acreditar que ele é capaz e pode aprender a modificar o mundo à sua volta

[...] uma criança que cresce no respeito por si mesma pode aprender qualquer coisa e adquirir qualquer habilidade se o desejar. (MATURANA;REZEPEKA,2002)

Com muita imaginação podemos promover passeios pelas redondezas da escola, ir a um bosque, promover projetos sobre a energia elétrica, sobre vizinhança, sobre a importância de ajudar nas tarefas de casa, conhecer pequenos animais, em um zoológico ou até mesmo pedir para que tragam seus animais de estimação para sala de aula, num dia e horário específico e enfatizar os cuidados que se deve ter com eles, pequenas atividades que, se organizadas de maneira prazerosa será fixada com facilidade no dia a dia das crianças.

Organizar-se para aulas de natureza e sociedade exige um olhar atento ao que se passa com o aluno e o ambiente em que ele está inserido, conhecer a realidade dele e leva-lo a reflexão em como encontrar maneiras de modifica-lo com seus pensamentos e atitudes, leva-lo a construção de valores e conceitos que possam orienta-lo para o resto de sua vida e forma-lo para cidadania plena.





REFERÊNCIAS :
BRASIL. Ministério da educação e desporto. Secretaria da educação fundamental. Referencial curricular para educação infantil. Brasília: MEC/SEF,1998.3V.
UNOPAR. Universidade norte do Paraná. Apostila do curso de pedagogia. Fundamentos e metodologias do ensino da natureza e sociedade. Londrina. 2007.p 59-82.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A importância da educação Física no ensino fundamental


O ser humano está sempre em movimento, a consciência desse movimento só se faz possível a partir do conhecimento prévio de como ele se dá.

A escola deve considerar o aluno como aquele que é capaz de aprender sempre e em qualquer situação. Por isso o trabalho sobre temporalidade com as crianças é de suma importância para que elas se coloquem no controle de suas vidas.

As interações que acontecem no ambiente escolar, pela sua complexidade proporcionam às crianças situações nas quais elas sejam capazes de inventar, construir e reelaborar conceitos e idéias, numa atuação consciente e crítica.

O professor deve utilizar estratégias que possibilitem às crianças realizarem regulações compensatórias para que possam aprender e entender essa temporalidade.
A metodologia usada deve servir como mais um elemento de integração entre os seus pares.

Noção de tempo e de espaço é adquirida em exercícios físicos, mas muito mais no exercício de diálogo entre os participantes de uma aula.
As crianças como seres em constante aprendizado, devem ser direcionadas a se situarem em todas as situações de forma crítica e responsável.

A aula de educação física além de desenvolver a capacidade motora das crianças traz em sua bagagem as questões como coletividade, respeito, dedicação e amizade.
A educação física também transcende a questão da motricidade quando apresenta entre seus conteúdos a dança, o desporto a ergonomia, a reabilitação e as estruturas capacitivas.

“E é o corpo do mais complexo dos organismos vivos, o ser humano, que nós vamos estudar. Um corpo que é motricidade, e como tal, simbólico e metafórico, reprimido e ansioso, mas sempre em auto organização, em permanente anseio de transcendência.” (SÉRGIO, 1996, p17)


Então a educação física é muito mais que atividades físicas ela fala sobre artes, sobre cultura, sobre o tempo, sobre as relações, enfim sobre a vida como um todo.

È preciso que o professor considere cada aluno como único, com sua história, seu modo de aprendizado, para que todo o ensino vá de encontro com sua realidade e faça de fato diferença no desenvolvimento dele.
Assim como as outras matérias a educação física exige do professor um planejamento e um objetivo a ser alcançado, e isso só será possível se entre suas estratégias ele considerar as especificidades de cada aluno.

O conteúdo da aula deve ser pensado de forma que contemple ao aluno uma opção de vida e a chance de mudar sua realidade através daquele conhecimento, por isso o conteúdo deve vir primeiro, depois vamos objetivá-lo.
A educação física dá ao professor do ensino fundamental bases e conteúdo para que ele, dentre tantas matérias transmita conteúdos valorosos de uma forma menos cartesiana e sistemática.




Referência:
UNOPAR, Universidade norte do Paraná. Instrumentação do trabalho pedagógico nos anos iniciais do ensino fundamental: fundamentos e metodologias, Londrina: Unopar, 2008.p.161-190.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

História da educação no Brasil- Uma síntese



Período colonial :A educação era apenas para os mais abastados e dirigentes. Ocorre o 1º plano educacional feito pelo padre Manoel de Nobrega. Fundação dos colégios jesuiticos onde ocorria a catequização e a educação profissional.

Período Imperial :Educação restrita a filhos de homens livres. Surge o sistema nacional de educação. Criação de normas para exercicio da liberdade de ensino e preparação para professores do ensino primário.

Período republicano: Grande valorização da cultura após a queda da bolsa de Nova York. Descentralização da educação : à União cabia o ensino superior da capital da republica, e aos estados a organização completa dos seus sistemas escolares. Ensino tradicional e autoritário com grande número de analfabetos

Período militar: Cerceamento à liberdade de expressão. Grande expansão das universidades. Criação de leis onde o governo administra e supervisiona as escolas para ter o controle da população.

Período de redemocratização: Questionamento da organização escolar. Estudos sobre filosofia e pedagogia no intuito de mudar o sistema educacional. Reconhecimento de que o homem é formado pelo seu trabalho e o meio em que vive.

Educação atual: A escola é para todos, mas não é de qualidade. Leis para a educação estão apenas no papel e não não são cumpridas. Favorecida pela globalização pode ser usada para formação cada vez melhor dos cidadãos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Educação de 0 a 2 anos- entre o cuidar e o educar


Vivemos em uma sociedade onde os papéis familiares tem se modificado muito, há algum tempo a mãe era a principal responsável pela educação das crianças pequenas. Mas hoje em dia muitas mães tem que sair de suas casas para o mercado de trabalho na busca de condições financeiras para o sustento da família, então esse papel foi repassado para a escola, que na maioria das vezes tem feito um papel assistencialista que não supre com as necessidades de um ser em alta fase de desenvolvimento e aprendizado.


As crianças na faixa etária de 0 a 2 anos tem um desenvolvimento cognitivo e motor extraordinário, é nessa fase que elas constroem valores que vão ser usados pela vida toda.

Desta forma, se faz necessária a integração de amor, carinho, cuidados e uma preocupação constante com a parte pedagógica visando as diversas possibilidades de crescimento intelectual, social, motor e afetivo da criança.(BATISTA,1999.)

Então, a escola não pode mais se ater só aos cuidados, tem que propiciar à criança meios para que ela tenha um desenvolvimento pleno respeitando suas especificidades.Essa escola deve ter locais seguros e próprios para cuidados com higiene, mas deve ter também locais para que se desenvolva o aprendizado, locais onde o lúdico esteja presente e o carinho e a afetividade possam se desenrolar com naturalidade e respeito.

O educador para essa faixa etária tem que, além dos cuidados estar preparado para educar e estimular essa criança, pensando e desenvolvendo técnicas que facilitem esse aprendizado. A plenitude dessa educação depende do planejamento e em muitos casos da criatividade do professor .Ele precisa ter noção do seu papel importante na vida daquela criança, precisa saber que durante os cuidados também pode haver aprendizado, cantar enquanto troca fraldas, falar ou colocar músicas durante o banho, mostrar um mundo diferente de cores, sons, e formas, enfim usar de toda sua criatividade no intuito de provocar na criança uma variedade de sensações para que elas percebam e aprendam como se posicionar no mundo a sua volta.

A nossa realidade mostra uma educação não condizente com os anseios da pedagogia, vemos escolas e professores, cuidando de crianças, mas não educando e estimulando como deveria ser, nossos governantes parecem não dar importância devida a essa faixa etária, não fornecendo capacitação para os professores e nem dando condições físicas para as escolas. A falta de capacitação de alguns professores e escolas é nítida, em alguns casos ás crianças são tratadas como “mimos” que enfeitam as creches mas não tem nada aprender.

Uma mudança de paradigmas e atitudes só será alcançada quando pais, escolas e governantes tomarem ciência do risco que representa negligência do educar nessa idade. Equanto isso cabe aos educadores uma postura firme apesar dos baixos sálarios e falta de reconhecimento.

O amor pelas crianças declarados por muitos professores tem de se tornar em ações que visem seu bem estar físico e cognitivo, não entendendo as crianças como todas iguais, mas como seres únicos em constante desenvolvimento e aprendendo com tudo à sua volta. A negligência de hoje é que vai formar os negligentes de amanhã.

A sociedade precisa de educadores que estejam dipostos a mudar esse quadro, que busquem formas de amenizá-lo, que tenham como principal objetivo um trabalho bem feito e eficiente, que não entendam as dificuldades com um fim, mas como uma forma de crescimento, amadurecimento e de começar de novo sempre, com novos pensamentos e atitudes.


REFERÊNCIAS
BATISTA, Cleide Vitor Mussini. EDUCAÇÃO INFANTIL: subsídios a uma proposta filosófica educacional para pré escola da UEL. ( mestrado em educação). Universidade estadual de Londrina.1999.p 19-33
BRASIL, Ministério da educação e cultura. Parâmetros nacionais de qualidade para educação infantil. 2006. Brasília – D.F.